Dec 26, 2025

Gender: female

"Mais... mais fundo..." eu supliquei; aquela súplica transformou minha vida para sempre.

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Meu nome é Beatriz Albuquerque. Hoje tenho 55 anos. Estou na Penitenciária Feminina de São Paulo há 20 anos. Hoje conto pela primeira vez toda a minha história para um oficial. É a história de como uma escolha errada destruiu tudo.

Eu era de família rica. Casada com Rafael há 15 anos, executivo bem-sucedido. Dois filhos lindos: menino de 10 e menina de 7. Apartamento de luxo na Barra da Tijuca, carros, viagens. Vida normal, organizada. Eu achava que era suficiente. Mas havia um vazio sutil, uma falta de emoção verdadeira.

Tudo começou numa manhã na Avenida Atlântica. Eu dirigia levando as crianças na escola. Parei no trânsito por causa de uma obra. Foi quando vi ele: Diego, limpador de rua, 28 anos, pele morena, corpo forte do trabalho pesado. Ele varria a calçada, camisa suada colada. Nossos olhos se cruzaram. Ele sorriu – simples, confiante. Eu desviei, mas aquele sorriso ficou na mente.

Comecei a passar pelo mesmo caminho “sem querer”. Ele sempre estava lá. Um dia, no sinal vermelho, ele se aproximou.

“Bom dia, madame. Tá sempre olhando… quer conversar de verdade?” Voz grossa, sem vergonha.

Eu ri nervosa. “Não sei do que você tá falando.”

Ele deixou um papelzinho: lugar escondido perto do Vidigal, à noite. Eu joguei fora. Mas três dias depois fui. “Só pra conversar”, disse a mim mesma.

Ele esperava. Falamos horas. Da vida dura dele na favela, da minha vida “perfeita” e vazia. Ele tocou minha mão devagar. Eu não tirei. No terceiro encontro ele me beijou. Eu hesitei, mas não parei.

Depois ele me levou pra um canto escuro. “Você merece sentir algo real, Beatriz.” Mãos calejadas subiram pela minha saia. Eu disse “não podemos”, mas meu corpo traiu. Ele me tocou, eu já estava molhada. Ele abaixou a calça, o pau grosso entrou devagar, depois forte. Eu gemi alto, gozei forte pela primeira vez em anos. “Mais… mais fundo…” implorei.

Fiquei viciada. Encontros três vezes por semana. Sexo intenso: de quatro no chão sujo, eu cavalgando desesperada, ele me chamando de “minha madame safada”. Eu mentia pro Rafael, negligenciava os filhos. O prazer me consumia.

Um dia Diego sumiu. “Chega pra mim. Você não me serve mais.” Ele me largou como lixo.

Aí veio a destruição. Rafael descobriu as mensagens. Divórcio imediato. Ele levou as crianças, a casa, a maior parte do dinheiro. Amigas me viraram as costas. Fiquei sem nada.

Só o sexo eu sabia fazer. Virei prostituta – primeiro em hotéis baratos, depois na rua. O vício piorou. Mas dentro de mim crescia raiva.

Dois anos depois, Diego apareceu como cliente. Ele não me reconheceu. Levei ele pro quarto. Quando vi a cara dele, a fúria explodiu. Ele destruiu minha vida. Peguei a faca e enfiei nele várias vezes. Ele morreu.

A polícia me pegou. Agora, 20 anos depois, conto tudo. Escolhi o caminho errado. Um sorriso destruiu tudo que eu tinha.

Published on Dec 26, 2025

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